Campus Party Goiás prova de que não há idade para a busca de conhecimento

Campus Party Goiás prova de que não há idade para a busca de conhecimento

Ficou difícil andar no estacionamento do shopping Passeio das Águas sem esbarrar em outra pessoa. Os participantes da Campus Party Goiás lotaram o local nos últimos quatro dias. O evento começou na quarta-feira (4) e termina hoje. A maioria dos jovens atrás das telas de computador, nos palcos e nas plateias tem entre 20 e 30 anos.
Por outro lado, a presença de professores universitários com longa carreira, adolescentes e até crianças também se destaca. Esta é a primeira edição da Campus Party em Goiás, evento voltado para tecnologia e inovação. Além disso, a internet de alta velocidade atrai fãs de vídeo game.
Um deles é o Rafael de Almeida Bispo Filho, 9 anos, que foi à Campus Party pela primeira vez acompanhado do pai. Apesar de nenhuma outra pessoa da família se interessar por tecnologia como o menino, Rafael faz aula de robótica há cerca de 2 anos e já é programador, mesmo com a pouca idade. “Gostei muito de ver os jogos. Também tem as palestras e os equipamentos de realidade virtual”, diz o garoto.
Outro programador muito jovem a participar do evento é o José Luiz Albino Caetano Franco, 14 anos, que inclusive já ganha dinheiro vendendo alterações ou adaptações para jogos. “As empresas estão investindo em multiplataformas, para que muitas pessoas possam jogar o mesmo game ao mesmo tempo. É preciso criar modificações em jogos padronizados e é aí que eu entro”, conta o adolescente.
Apesar de cursar o 9º ano do Ensino Fundamental, José Luiz já começa a se preparar para a prova que pode abrir para ele as portas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT. Localizada nos Estados Unidos, a instituição está entre as melhores faculdades do mundo.
Mesmo com estudo e “trabalho”, José Luiz afirma que sobra tempo para se divertir com os amigos e participar de aulas de teatro. “Falta de tempo e dinheiro não são desculpas. Para investir na sua carreira, basta querer. É só passar 15 minutos do seu dia estudando um código de programação”, afirma o adolescente.
A Campus Party também reúne profissionais que estão na área há décadas e se esforçam para não ficarem para trás em estudo e técnica. O professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG) Ronaldo de Castro, 56 anos, começou a dar aula de informática em 1986 e ainda ministra disciplina sobre o tema.
Em sua primeira Campus Party, Ronaldo diz que estranhou o formato, já que os eventos tradicionais sobre informática dos quais já participou foram realizados em auditórios. “É um modelo diferente, com palestras acontecendo em palcos simultâneos. Achei diferente. Hoje participei de um bate-papo com um filósofo, foi muito bom. Mas por outro lado é preciso ter foco para ouvir o que é de interesse, senão a pessoa fica dispersa”, afirma.
O professor de Administração e Marketing Celso Orlando Rosa, 70 anos, também participa de sua primeira Campus Party com o objetivo de manter-se atualizado. “Isso aqui é o presente e o futuro. Ainda não sei quantos anos vou trabalhar, preciso ver o que está sendo feito. Sempre falo para os meus alunos que, se você não tiver conteúdo, vai ser ultrapassado por outras pessoas”, declara Celso.

 

Fonte retirada de: http://portal.newsnet.com.br/portal/campus/clipping.jsp?cod_not=2514682&cod_cli=185&cod_edi=3939&cod_prod=241&cod_assi=263

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